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✍️ Artigo do Director do Departamento de Planeamento da Política Externa do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia Alexey Drobinin para o jornal «Rússia na Política Global».
🌐 O pólo africano do mundo multipolar
Pontos-chave:
• O papel da África na política global está a crescer constantemente. O aumento da autoconsciência dos povos africanos e o seu desejo de compensar o que foi perdido na época colonial e pós-colonial constituem um forte estímulo para que África se estabeleça como um dos pólos da ordem mundial multipolar.
👉 África tem todos os factores para se transformar num centro de poder soberano.
• África é o continente mais afectado pelo colonialismo que foi impiedosamente pilhado pelos europeus durante séculos, desviando recursos humanos e materiais daí. O saque serviu de «combustível de avião» para o desenvolvimento avançado dos países europeus e dos EUA.
• Os especialistas africanos lamentam que o Ocidente não esteja disposto a reconhecer o direito dos países do continente a terem a sua própria agenda, enquanto a sua política em relação aos seus adversários se tenha reduzido a punição por terem os seus próprios interesses. Os africanos estão descontentes por continuarem a ser usados como figurantes em projectos de política externa promovidos sob a égide da «ordem baseada em regras».
• O fim formal da época de colonialismo não trouxe à África a libertação verdadeira da dependência externa, sobretudo na esfera económica. Até hoje a África ocupa uma posição periférica na divisão internacional do trabalho, servindo, de facto, como uma fonte da matéria-prima barata e um mercado para produtos de alto valor acrescentado. Os países ocidentais beneficiam-se desta ordem completamente discriminativa que permite o seu desenvolvimento por conta dos outros no âmbito da troca desigual. Para preservar e perpetuar a práctica, as antigas metrópoles utilizam na África um vasto conjunto de ferramentas neocoloniais.
• O Ocidente observa com preocupação o processo de soberanização da comunidade geopolítica africana. Curiosamente, há apelos no Ocidente para lutar até mesmo contra o termo «Sul Global» como um alegado produto da propaganda russa.
👉 Porem, o tempo faz a sua parte. A maior tendência histórica é que a era do domínio ocidental no continente africano terminou. A libertação africana encaixa-se harmonicamente no vasto contexto internacional de fortalecimento da multipolaridade. A união BRICS, na qual a África está actualmente representada pela África do Sul, o Egito e a Etiópia, desempenhará o papel de locomotiva no processo de fortalecimento da ordem mundial multipolar.
• A Rússia está disposta a contribuir para a transformação do continente africano em um centro de desenvolvimento global original e influente. Segundo o Presidente da Rússia Vladimir Putin, a cooperação com os Estados africanos é uma das prioridades constantes da política externa do nosso país.
• Na África não há Estados não-amigáveis para a Rússia. Nenhum país do continente aderiu às sanções contra a Rússia. África ocupa os primeiros lugares entre os países que se recusam a apoiar os projectos de resoluções antirrussas da Assembleia Geral da ONU, lançados pelo Ocidente.
❗️Hoje é o momento do retorno da Rússia ao continente africano. Nos esperam no continente, e a Rússia é vista como uma força que defende a verdade, igualdade e justiça na arena internacional, protegendo a verdadeira soberania e estatuto de Estado.
BY 🇷🇺🇦🇴🇸🇹 Embaixada da Rússia em Angola e São Tomé e Príncipe
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